Empregado da CEF de Anápolis (GO) é acusado de improbidade administrativa
MPF/GO aponta irregularidades praticadas pelo empregado, que teria tirado vantangens do cargo em benefício próprio, de sua família e de terceiros.
O empregado da Caixa Econômica Federal (CEF) Elio Manoel Carrijo é acusado pelo Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria da República no município de Anápolis (GO), de ato de improbidade administrativa no exercício de suas funções. Como gerente de relacionamento empresarial na Agência Mozart Soares da CEF, em Anápolis, ele promoveu transações bancárias em benefício próprio, de seus familiares e de terceiros.
“Sua conduta revelou uma miríade de atos comissivos praticados com intuito de resguardar as condutas ímprobas, deixando de exercer com zelo e dedicação as atribuições de seu cargo e de leal à instituição a qual pertencia”, argumenta o procurador da República Marcello Santiago Wolff, autor da ação.
Outra prática ilícita praticada pelo empregado da CEF foi promover desconto de títulos fora dos parâmetros definidos para a operação, bem como utilizou a opção “Conta-Aberto” para efetuar crédito provisório em conta-corrente com fins adversos para tal finalidade.
Por não ter causado prejuízos patrimoniais para os envolvidos nem para a Caixa, o MPF entende que não há responsabilidade civil a ser atribuída ao empregado. Diante disso, na ação, o procurador da República pede a aplicação de multa civil a ser calculada com base na remuneração percebida pelo gerente Elio Manoel Carrijo.
Processo n° 2002.35.02.002156-6/ JF em Anápolis-GO
Fonte: Procuradoria Geral da República (PGR) »
Revista Jus Vigilantibus, Domingo, 3 de agosto de 2008