Cada um no seu quadrado

A expressão hoje em voga “cada um no seu quadrado” tem sido empregada por alguns como reprimenda a todos aqueles e aquelas que apresentam propostas de melhorias para a coletividade.

Não é recomendável apresentarem-se críticas sem conhecimento de causa, mas é necessário que todos que conhecem uma determinada área falem ou escrevam sugerindo aperfeiçoamentos aos que têm o comando dos setores que dizem respeito à vida do povo.

Não se justificam as omissões em nome da “política da boa vizinhança”, ou seja, finjo que não vejo suas falhas e omissões para que você faça o mesmo em meu favor.

Quando se trata da vida particular de cada um, não se justificam análises públicas, mas a atuação profissional dos servidores públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário é assunto que interessa a todos os cidadãos.

Podemos e devemos ser cobrados quanto ao nosso trabalho.

“Cada um no seu quadrado” na hora de atuarmos na nossa área de trabalho, mas devemos nos considerar co-responsáveis pelos acertos e erros profissionais dos servidores públicos em geral.

Se escolhemos mal os que ocupam os cargos eletivos e simplesmente assistimos desinteressados a eventuais desvios profissionais dos concursados, aguarda-nos apenas a alternativa irresponsável de fazer piadas sobre eles.

Temos muito esse senso de humor comodista de rir das desonestidades e da incompetência dos maus homens públicos. Isso tem nos bastado e nos vingamos deles dessa forma inconseqüente.

ROGÉRIO MEDEIROS é um dos homens mais comprometidos com a defesa pública da boa conduta dentro do Judiciário mineiro, sempre chamando a atenção – através dos seus escritos - para a necessidade de se agir de forma ética. WAGNER GUERREIRO e EDSON FEITAL LEITE também têm comparecido a público em favor do bem-comum.

Esses paladinos da Ética assemelham-se, no conceito de alguns, a QUIXOTES que lutam contra moinhos de vento, mas, na verdade, representam baluartes da autêntica dignidade do Bem.

Não há nada mais nocivo que as meias-verdades, que enganam as multidões mal informadas. É preciso que gente corajosa afirme a nobreza de caráter e o idealismo, sob pena do Bem parecer fraco e o Mal forte.

A timidez dos bons é um incentivo indireto à ousadia dos maus. A falta de coragem de afirmar as Virtudes faz parecer ao povo que vale a pena ser vicioso e malfeitor.

Felizmente, hoje em dia não se necessita mais do beneplácito muitas vezes castrador de autoridades e poderosos da Mídia para divulgar-se a Verdade e o Conhecimento, pois a Internet abriu o universo da Comunicação a quem a todos.

O mundo passou a ser realmente global e sempre haverá quem queira ouvir boas palavras de Verdade, Conhecimento e Ideal.

Revista Jus Vigilantibus, Quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Comentários

Bravo!

– Shen Rochus MIngli, aproximadamente 1 mês atrás.

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