Ouvir os usuários para melhorar os programas de informática

O Consultor Jurídico (www.conjur.com.br) divulgou, em 06/01/2010, um informativo intitulado “Tribunais devem planejar sistemas de informatização”:

“Até o dia 31 de março os tribunais de todo o país devem apresentar ao Conselho Nacional de Justiça um Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação. A medida atende parte dos objetivos do CNJ de unificar os trâmites do Poder Judiciário em todo o Brasil e dar maior celeridade aos processos.

A íntegra da Resolução 99, que determina a meta aos tribunais, cita todos os itens que devem ser contemplados no plano que deve conter projetos para o período de cinco anos. Nos objetivos, as ações programadas devem contribuir para o acesso da população à Justiça, promover a troca de experiência entre unidades judiciárias e promover a segurança da informação. Os tribunais também terão de organizar reuniões periódicas para avaliar a eficácia do projeto.” [...]

Chamou-me a atenção a determinação aos Tribunais de “organizar reuniões periódicas para avaliar a eficácia do projeto”.

A propósito, lembro-me de uma Reunião Administrativa promovida pelo TJMG no final de 2009, ocasião em que observei ao pessoal da Informática a necessidade de “ouvirem-se as bases”, coletando-se sugestões e críticas dos usuários, e não apenas o pessoal da 2ª Instância.

Milhares de servidores do interior utilizam esses programas, detectam suas deficiências e fazem críticas e sugestões, as quais são, muitas vezes, olimpicamente ignoradas pelo pessoal da cúpula.

A centralização exagerada, a vaidade e o exclusivismo criam e mantêm uma informatização deficitária.

Há muitos operadores do Direito versados em Informática e há usuários altamente inteligentes, que detectam os pontos fracos,os quais costumam aparecer somente depois que os programas passam a ser usados intensivamente no dia a dia.

Nada melhor do que colocá-los em funcionamento por milhares de usuários ao mesmo tempo para ver se são realmente bons.

Fica a sugestão para que não se ouça uma “meia-dúzia” de “conselheiros” sem vivência da área ou sem independência para dizer a verdade.

Entendo que deveríamos iniciar a utilização de programas do tipo “Via Voice” ao invés de continuarmos provocando LER nos digitadores e termos a morosidade como sina perpétua.

O único caminho é ouvirem o maior número possível de técnicos e usuários.

Revista Jus Vigilantibus, Segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

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