Ouvir os usuários para melhorar os programas de informática
por Luiz Guilherme Marques.
O Consultor Jurídico (www.conjur.com.br) divulgou, em 06/01/2010, um informativo intitulado “Tribunais devem planejar sistemas de informatização”:
“Até
o dia 31 de março os tribunais de todo o país devem apresentar ao
Conselho Nacional de Justiça um Planejamento Estratégico de Tecnologia
da Informação e Comunicação. A medida atende parte dos objetivos
do CNJ de unificar os trâmites do Poder Judiciário em todo o Brasil
e dar maior celeridade aos processos.
A
íntegra da Resolução 99, que determina a meta aos tribunais, cita
todos os itens que devem ser contemplados no plano que
deve conter projetos para o período de cinco anos. Nos objetivos, as
ações programadas devem contribuir para o acesso da população
à Justiça, promover a troca de experiência entre unidades judiciárias
e promover a segurança da informação. Os tribunais também terão
de organizar reuniões periódicas para avaliar a eficácia do projeto.”
[...]
Chamou-me
a atenção a determinação aos Tribunais de “organizar reuniões
periódicas para avaliar a eficácia do projeto”.
A
propósito, lembro-me de uma Reunião Administrativa promovida pelo
TJMG no final de 2009, ocasião em que observei ao pessoal da Informática
a necessidade de “ouvirem-se as bases”, coletando-se sugestões
e críticas dos usuários, e não apenas o pessoal da 2ª Instância.
Milhares
de servidores do interior utilizam esses programas, detectam suas deficiências
e fazem críticas e sugestões, as quais são, muitas vezes, olimpicamente
ignoradas pelo pessoal da cúpula.
A
centralização exagerada, a vaidade e o exclusivismo criam e mantêm
uma informatização deficitária.
Há
muitos operadores do Direito versados em Informática e há usuários
altamente inteligentes, que detectam os pontos fracos,os quais costumam
aparecer somente depois que os programas passam a ser usados intensivamente
no dia a dia.
Nada
melhor do que colocá-los em funcionamento por milhares de usuários
ao mesmo tempo para ver se são realmente bons.
Fica
a sugestão para que não se ouça uma “meia-dúzia” de “conselheiros”
sem vivência da área ou sem independência para dizer a verdade.
Entendo
que deveríamos iniciar a utilização de programas do tipo “Via Voice”
ao invés de continuarmos provocando LER nos digitadores e termos a
morosidade como sina perpétua.
O único caminho é ouvirem o maior número possível de técnicos e usuários.
Revista Jus Vigilantibus, Segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
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