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O contrário do amor não é o ódio

Quando sacrificamos animais ou os matamos para comê-los, não é o ódio que nos move;

Quando somos ingratos com alguém que nos serviu e nos foi útil, não é o ódio que nos move;

Quando somos infiéis, não é o ódio que nos move;

Quando um homem estupra uma mulher indefesa, não é ó ódio que o move;

Quando um homem adulto mantém relações sexuais com uma criança, não é o ódio que o move;

Quando um juiz condena alguém para fazer estatística, não é o ódio que o move;

Quando um policial assiste passivo à execução de um criminoso indefeso, não é o ódio que o move;

Quando um empresário mantém trabalhador em condição análoga à de escravo, não é o ódio que o move;

Quando soldados enviavam pessoas aos campos de concentração, não era o ódio que os movia;

O contrário do amor não é o ódio, mas a (absoluta) indiferença para com o ou

Revista Jus Vigilantibus, Sexta-feira, 1º de janeiro de 2010

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