A culpa de cada um pelos vícios e desigualdades sociais
por Luiz Guilherme Marques
Até a década de 1960 os jovens eram tratados como meros seres em preparação para a idade adulta. Suas dificuldades e necessidades não eram levadas muito em conta. Eram treinados simplesmente para obedecer. Os pais e educadores utilizavam a violência como forma de educar sua vontade para a obediência. Mostrar-se submisso era a virtude mais importante, mesmo que trouxesse dentro de si vários tipos de vícios e desvios morais.
As pessoas de meia-idade e as da 3ª idade exerciam o comando das atividades mais importantes. Vivia-se numa verdadeira gerontocracia.
Com o surgimento do movimento hippie, naquela década, começou a ocorrer uma mudança radical em quase todos os meios sociais e países, uma vez que os jovens passaram a questionar a estrutura hipócrita e vitoriana em vigor. Esse movimento deixou como herança a maior valorização das pessoas jovens. DE GAULLE, então dirigente paternalista de uma França estagnada, perdeu o poder por força das reivindicações progressistas da geração que frequentava a Sorbonne.
Hoje em dia, vêem-se muitos jovens do sexo masculino exibindo sua musculatura hipertrofiada pelo uso de anabolizantes, com tatuagens pelo corpo, vorazes consumidores de drogas e propagadores do sexo sem compromissos morais, enquanto que muitas jovens vivem a sexualidade precoce e adotam o culto ao corpo.
Duas grandes questões surgem para os pais e os pedagogos: a sexolatria e a drogadição.
Não estamos vivendo numa época de decadência, mas sim de evolução, pois os vícios e o egoísmo dos adultos - que eram mantidos em segredo - agora são apresentados sem disfarces pelos meios de comunicação e adotados pelos jovens e até crianças...
A hipocrisia não tem mais lugar em ambiente algum e somente quem passa pelo teste público de moralidade tem autoridade para ensinar e aconselhar.
Depois dessa onda de excessos, deveremos transformar-nos numa sociedade realmente pautada pela honestidade moral e ética.
Infelizmente, muitos jovens – e até crianças – estão correndo riscos sérios com a divulgação das drogas e da pornografia em escalas epidêmicas.
Todos acabaremos entendendo que os indianos estão certos ao tratar a sexo com objetivo reprodutivo e não como fonte inesgotável de gozo animal. Entenderemos que a serenidade se alcança com a meditação, o idealismo colocado em prática e a fraternidade e não através de substâncias químicas.
A frenética atividade policial na descoberta e prisão de traficantes de drogas e viciados é como combater os efeitos ao invés de atacar as causas. A Justiça Criminal prefere mandar prender em celas infectas como forma de castigar ao invés de trabalhar pela educação dos infratores, normalmente vítimas de pais irresponsáveis ou frio e do meio corrupto.
É preciso assumirmos nossa parcela de culpa pela manutenção das desigualdades e vícios sociais. Os assaltos, a marginalidade, o uso de drogas e a prostituição devem-se muito à nossa omissão.
As pessoas de meia-idade e as da 3ª idade exerciam o comando das atividades mais importantes. Vivia-se numa verdadeira gerontocracia.
Com o surgimento do movimento hippie, naquela década, começou a ocorrer uma mudança radical em quase todos os meios sociais e países, uma vez que os jovens passaram a questionar a estrutura hipócrita e vitoriana em vigor. Esse movimento deixou como herança a maior valorização das pessoas jovens. DE GAULLE, então dirigente paternalista de uma França estagnada, perdeu o poder por força das reivindicações progressistas da geração que frequentava a Sorbonne.
Hoje em dia, vêem-se muitos jovens do sexo masculino exibindo sua musculatura hipertrofiada pelo uso de anabolizantes, com tatuagens pelo corpo, vorazes consumidores de drogas e propagadores do sexo sem compromissos morais, enquanto que muitas jovens vivem a sexualidade precoce e adotam o culto ao corpo.
Duas grandes questões surgem para os pais e os pedagogos: a sexolatria e a drogadição.
Não estamos vivendo numa época de decadência, mas sim de evolução, pois os vícios e o egoísmo dos adultos - que eram mantidos em segredo - agora são apresentados sem disfarces pelos meios de comunicação e adotados pelos jovens e até crianças...
A hipocrisia não tem mais lugar em ambiente algum e somente quem passa pelo teste público de moralidade tem autoridade para ensinar e aconselhar.
Depois dessa onda de excessos, deveremos transformar-nos numa sociedade realmente pautada pela honestidade moral e ética.
Infelizmente, muitos jovens – e até crianças – estão correndo riscos sérios com a divulgação das drogas e da pornografia em escalas epidêmicas.
Todos acabaremos entendendo que os indianos estão certos ao tratar a sexo com objetivo reprodutivo e não como fonte inesgotável de gozo animal. Entenderemos que a serenidade se alcança com a meditação, o idealismo colocado em prática e a fraternidade e não através de substâncias químicas.
A frenética atividade policial na descoberta e prisão de traficantes de drogas e viciados é como combater os efeitos ao invés de atacar as causas. A Justiça Criminal prefere mandar prender em celas infectas como forma de castigar ao invés de trabalhar pela educação dos infratores, normalmente vítimas de pais irresponsáveis ou frio e do meio corrupto.
É preciso assumirmos nossa parcela de culpa pela manutenção das desigualdades e vícios sociais. Os assaltos, a marginalidade, o uso de drogas e a prostituição devem-se muito à nossa omissão.
Revista Jus Vigilantibus, Quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Comentários
Ótimo!Excelente.
– Shen Rochus Mingli, 2 meses atrás.
Essa triste realidade brasileira, de fato, não é obra do destino ou do acaso, senão de nossa omissão e silêncio, pois nos acostumamos com ela e passamos a enxergá-la com naturalidade. Afinal o que sempre foi é o que sempre deverá ser.
– EDNALDO DE ARAÚJO PEREIRA, Petrolina-PE, 2 meses atrás.
Concordo em partes, entretanto não acho que a banalização da precocidade sexual vivida por adolescentes e até crianças seja um a evolução social, ou uma quebra da hipocresia, mas simplesmente a perda do pudor e da moral social antiga.E daqui pra frente iremos nos transformar em uma sociedade sem sensuras morais.
– Stefanie Barros, 2 meses atrás.