Os modelos do Direito e Justiça atuais são múmias românicas
por Luiz Guilherme Marques
Na História humana, primeiro surgiu a Religião, como forma de entender os fenômenos da Natureza e procurar evitar determinadas situações desagradáveis. Inventaram-se deuses para as mais diversas circunstâncias, com os quais se “negociava” através de sacrifícios e oferendas...
Depois, a Filosofia despontou na Grécia antiga, como reflexões desvinculadas da Religião e voltadas para o mundo material e a moralidade. Somente PITÁGORAS, SÓCRATES e PLATÃO avançaram no rumo dos assuntos espirituais. Se tivéssemos valorizado mais as assertivas dos dois primeiros outro rumo teria tomado a civilização ocidental.
Mais adiante, no século XVIII, a Ciência ganhou realce, praticamente substituindo-se às suas duas irmãs.
Vivemos atualmente sob o império da Ciência, voltada quase que exclusivamente para os interesses materiais. Fabricamos para o conforto material. A Filosofia evita os grandes temas humanos. A Religião em geral tem sofrido o descaso dos intelectuais. Culpa, todavia, cabe à primeira por acovardar-se na hora de afirmar a Verdade e à segunda por tentar impedir o progresso do Conhecimento em troca da dominação política sobre as comunidades.
O Direito, como ramo da Ciência, tem tateado às cegas entre as superficiais reflexões da Filosofia do Direito e sua adesão implícita ao materialismo. Nessa conjuntura, pouco tem contribuído para a Paz das pessoas, das coletividades e das nações.
A Lei Divina combina Justiça com Misericórdia na célebre frase de SÃO PEDRO: “o Amor cobre a multidão dos pecados”. O Direito tem priorizado as punições e esquecido a recuperação dos infratores.
Os referenciais do Direito devem ser os parâmetros divinos, sob pena de pouco realizarmos com as normas jurídicas elaboradas ao sabor dos interesses do momento.
Há que se aprofundar o conhecimento da alma humana, atendendo o “conhece-te a ti mesmo” que ocupava continuamente a mente de SÓCRATES. Sem isso, legislaremos sem rumo certo e julgaremos como quem “atira para qualquer lado”.
A arrogância dá uma idéia falsa de auto-suficiência de quem legisla e quem julga, todavia, os problemas são tocados na superfície, porque a solução está dentro da intimidade das pessoas e não no mundo exterior.
Para trabalhar o interior das pessoas é necessária a Educação - não apenas a instrução - mas aquela que tem como base a Religião,sem facciosismo, valorizando a regra universal do “amar a DEUS sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
A mente dos teóricos e dos operadores do Direito tem de mergulhar nas águas cristalinas da Religião e nas reflexões socráticas para emergir com um novo modelo de Direito e Justiça. Seguir na trilha insatisfatória do romanismo é tentar ressuscitar um defunto que virou múmia há muitos séculos.
Depois, a Filosofia despontou na Grécia antiga, como reflexões desvinculadas da Religião e voltadas para o mundo material e a moralidade. Somente PITÁGORAS, SÓCRATES e PLATÃO avançaram no rumo dos assuntos espirituais. Se tivéssemos valorizado mais as assertivas dos dois primeiros outro rumo teria tomado a civilização ocidental.
Mais adiante, no século XVIII, a Ciência ganhou realce, praticamente substituindo-se às suas duas irmãs.
Vivemos atualmente sob o império da Ciência, voltada quase que exclusivamente para os interesses materiais. Fabricamos para o conforto material. A Filosofia evita os grandes temas humanos. A Religião em geral tem sofrido o descaso dos intelectuais. Culpa, todavia, cabe à primeira por acovardar-se na hora de afirmar a Verdade e à segunda por tentar impedir o progresso do Conhecimento em troca da dominação política sobre as comunidades.
O Direito, como ramo da Ciência, tem tateado às cegas entre as superficiais reflexões da Filosofia do Direito e sua adesão implícita ao materialismo. Nessa conjuntura, pouco tem contribuído para a Paz das pessoas, das coletividades e das nações.
A Lei Divina combina Justiça com Misericórdia na célebre frase de SÃO PEDRO: “o Amor cobre a multidão dos pecados”. O Direito tem priorizado as punições e esquecido a recuperação dos infratores.
Os referenciais do Direito devem ser os parâmetros divinos, sob pena de pouco realizarmos com as normas jurídicas elaboradas ao sabor dos interesses do momento.
Há que se aprofundar o conhecimento da alma humana, atendendo o “conhece-te a ti mesmo” que ocupava continuamente a mente de SÓCRATES. Sem isso, legislaremos sem rumo certo e julgaremos como quem “atira para qualquer lado”.
A arrogância dá uma idéia falsa de auto-suficiência de quem legisla e quem julga, todavia, os problemas são tocados na superfície, porque a solução está dentro da intimidade das pessoas e não no mundo exterior.
Para trabalhar o interior das pessoas é necessária a Educação - não apenas a instrução - mas aquela que tem como base a Religião,sem facciosismo, valorizando a regra universal do “amar a DEUS sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.
A mente dos teóricos e dos operadores do Direito tem de mergulhar nas águas cristalinas da Religião e nas reflexões socráticas para emergir com um novo modelo de Direito e Justiça. Seguir na trilha insatisfatória do romanismo é tentar ressuscitar um defunto que virou múmia há muitos séculos.
Revista Jus Vigilantibus, Sabado, 26 de dezembro de 2009
Comentários
Caro Dr. Luiz Guilherme Marques.
Boa tarde!
Li e gostei do seu pensamento exposto nesta matéria. Precisamos fazer algo antes que seja tarde demais. Vejo sua autorizada manifestação, como um excelente início. Um abraço do Jander
(32)8857-5007
– Jander Maurício Brum, 3 meses atrás.