Viver no Eden interno mesmo durante as tempestades externas
por Luiz Guilherme Marques.
O corre-corre do dia-a-dia,
as disputas por um “lugar ao Sol” e o stress pelo ganha-pão fazem-nos
consumir grande parte das energias física e psicológica. Vamos perdendo
a saúde em progressão geométrica enquanto que o tempo se escoa em
progressão aritmética.
Muitas
formas de pacificação interior têm sido propostas pelos especialistas.
Uma delas são as músicas do estilo New Age.
Em www.luamusic.com.br/
“O paulistano
Aurio Corrá, que desde 1987 dirigiu e apresentou o programa Alquimia
na Rádio USP FM 93.7 (São Paulo - www.radio.usp.br), hoje levado ao
ar por Simone Moon todos os sábados e domingos
às 21h com o melhor da música New Age de todo mundo, foi um dos pioneiros
na divulgação deste estilo no Brasil. Corrá
formou-se em música clássica, e a partir daí
dedicou-se também à música contemporânea e especialmente a nova
música que surgiu no início da década de 1970, a New Age Music. Entre
os instrumentos que toca, além do piano, estão violão, guitarra e
o sax soprano. É estudioso da tecnologia musical, na
área de gravação, mixagem e masterização digital, e utilização
de samplers e instrumentos virtuais.
Lançou o primeiro trabalho com música para meditação e relaxamento,
em 1988. Atualmente têm vários títulos lançados no Brasil. Paralelamente
à música, Aurio estuda as filosofias espiritualistas do Oriente, dentre
elas o budismo tibetano. Mantém há
20 anos, diariamente na sua rotina a prática do Tai-Chi e a meditação
Chi Kun, que considera práticas de fundamental importância para desenvolver
seu trabalho musical. Seus autores literários prediletos são Krishnamurti,
Ken Wilber, Allan Wats, Fritz Pears, Eric Fromm, Robert Power, Dalai
Lama, destacando a psicologia Gestalt da qual
é adepto.
Ele explica seu método de trabalho:
“A música me ensinou a ser perseverante, com dias, meses, anos de
estudo. Esta prática me fez descobrir que precisamos de muito pouco
para viver quando se tem algo na vida que verdadeiramente amamos. Esta
visão torna possível o enfraquecimento da competição social, e,
por conseguinte, toda a minha ansiedade se desfez. Foi só
neste estado que se abriram, de forma mágica, os meus caminhos da composição
e criação”. Atualmente Aurio busca no trabalho solitário de estúdio
novas formas de composição, e sonoridades que cada vez mais interajam
com o interior do ser humano, abrindo um espaço de vazio e silêncio
em quem ouça a sua música, para que brote o amor e a compaixão no
coração de todos.”
Essa a receita para a gente ter a inspiração para escrever tantos textos, auridos no contato com as músicas desse tipo, as leituras sobre Religião, Filosofia e Ciência, tudo fecundado pela preocupação cristã com o aperfeiçoamento moral e a intenção de contribuir para o progresso e bem-estar das pessoas individualmente e da coletividade.
Revista Jus Vigilantibus, Terça-feira, 22 de dezembro de 2009
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