Sem Moral individual o Direito é apenas de fachada
por Luiz Guilherme Marques.
A Moral costuma ser conceituada como o conjunto de regras de conduta correta no meio social. Por via de consequência, as condutas prejudiciais apenas à própria pessoa que as pratica estariam fora da área de interesse da Moral. Essa forma de entender, pouco exigente, tem muito de complacência condenável e incentiva indiretamente o descompromisso com a Moral no sentido mais amplo, ou seja, a correção inclusive das pessoas no trato com elas próprias.
Na sociedade ocidental o rótulo de adeptos do Cristianismo costuma ter muito de pura exterioridade, com escasso comprometimento interior com as regras morais pregadas no credo que adotamos. Essa adesão formal não atinge em profundidade determinados vícios individuais e coletivos com os quais convivemos sem dor na consciência.
Certa vez, quando perguntaram a MOHANDAS K. GANDHI por que não se tornava formalmente cristão, mesmo sendo admirador incondicional de JESUS CRISTO e Sua Doutrina, respondeu que não via vantagem em desfiliar-se do Hinduísmo, uma vez que a conduta da maioria dos cristãos não coincidia com sua aparente crença... Essa afirmação representa a mais pura verdade, não somente quanto aos cristãos como também com relação aos adeptos da maioria das outras correntes. É mais fácil afirmar um credo do que segui-lo na prática.
Todas as religiões pregam a reforma interior. Bom religioso é quem investe na sua reforma interior. Este é justamente o ponto fraco das pessoas. Voltar a atenção para seus próprios defeitos morais e aperfeiçoar-se interiormente é um trabalho que exige coragem e determinação.
Sem investimento no aperfeiçoamento interior seremos sempre uma sociedade de cidadãos dominados pelos vícios morais: uma cesta de maçãs contaminadas apesar de organizadas com requintes de planejamento...
Cada cidadão é importante para o contexto.
O Direito cuida apenas da conduta exterior das pessoas, ou seja, suas atitudes no meio social. Todavia, as ações escondem muitos vícios individuais, que, vez por outra, explodem em atitudes altamente nocivas.
O uso do álcool, do tabaco e das drogas prejudica diretamente seus usuários e indiretamente as coletividades. No entanto, pouco se faz para conscientizar-se as pessoas da necessidade de libertarem-se desses tóxicos. Aliás, grande parte dos eventos sociais incentivam o uso de alcoólicos. Quanto às drogas vêm sendo usadas principalmente pelos jovens com cada vez maior popularização. O fumo é objeto de campanhas frágeis e talvez até hipócritas. Esses três produtos deveriam ser proibidos oficialmente e serem orientadas as pessoas para não os consumirem.
A priorização do sucesso a qualquer preço tem gerado monstrengos. O endeusamento do dinheiro e da fama como metas de vida tem enlouquecido moralmente milhões de pessoas que não os alcançam. A banalização do sexo desfaz casamentos e corrompe jovens e adultos inseguros.
É preciso investirmos, de verdade, na nossa própria melhoria interior, concomitante com as sugestões para as melhorias sociais.
A Moral deve antecipar-se ao Direito, sob pena de esboroarem-se as conquistas da Civilização, tal como ocorreu na Roma Antiga, plena de requintes e corrupta na sua base, ou seja, no íntimo de cada cidadão.
Na sociedade ocidental o rótulo de adeptos do Cristianismo costuma ter muito de pura exterioridade, com escasso comprometimento interior com as regras morais pregadas no credo que adotamos. Essa adesão formal não atinge em profundidade determinados vícios individuais e coletivos com os quais convivemos sem dor na consciência.
Certa vez, quando perguntaram a MOHANDAS K. GANDHI por que não se tornava formalmente cristão, mesmo sendo admirador incondicional de JESUS CRISTO e Sua Doutrina, respondeu que não via vantagem em desfiliar-se do Hinduísmo, uma vez que a conduta da maioria dos cristãos não coincidia com sua aparente crença... Essa afirmação representa a mais pura verdade, não somente quanto aos cristãos como também com relação aos adeptos da maioria das outras correntes. É mais fácil afirmar um credo do que segui-lo na prática.
Todas as religiões pregam a reforma interior. Bom religioso é quem investe na sua reforma interior. Este é justamente o ponto fraco das pessoas. Voltar a atenção para seus próprios defeitos morais e aperfeiçoar-se interiormente é um trabalho que exige coragem e determinação.
Sem investimento no aperfeiçoamento interior seremos sempre uma sociedade de cidadãos dominados pelos vícios morais: uma cesta de maçãs contaminadas apesar de organizadas com requintes de planejamento...
Cada cidadão é importante para o contexto.
O Direito cuida apenas da conduta exterior das pessoas, ou seja, suas atitudes no meio social. Todavia, as ações escondem muitos vícios individuais, que, vez por outra, explodem em atitudes altamente nocivas.
O uso do álcool, do tabaco e das drogas prejudica diretamente seus usuários e indiretamente as coletividades. No entanto, pouco se faz para conscientizar-se as pessoas da necessidade de libertarem-se desses tóxicos. Aliás, grande parte dos eventos sociais incentivam o uso de alcoólicos. Quanto às drogas vêm sendo usadas principalmente pelos jovens com cada vez maior popularização. O fumo é objeto de campanhas frágeis e talvez até hipócritas. Esses três produtos deveriam ser proibidos oficialmente e serem orientadas as pessoas para não os consumirem.
A priorização do sucesso a qualquer preço tem gerado monstrengos. O endeusamento do dinheiro e da fama como metas de vida tem enlouquecido moralmente milhões de pessoas que não os alcançam. A banalização do sexo desfaz casamentos e corrompe jovens e adultos inseguros.
É preciso investirmos, de verdade, na nossa própria melhoria interior, concomitante com as sugestões para as melhorias sociais.
A Moral deve antecipar-se ao Direito, sob pena de esboroarem-se as conquistas da Civilização, tal como ocorreu na Roma Antiga, plena de requintes e corrupta na sua base, ou seja, no íntimo de cada cidadão.
Revista Jus Vigilantibus, Sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Deixe seu comentário