Melhorar o íntimo das pessoas mais que mudar o Direito
por Luiz Guilherme Marques.
A Medicina surgiu ligada à Religião, mantendo essa característica até hoje nas culturas mais primitivas, por exemplo, nas tribos indígenas através da figura dos pajés.
Divulga-se cada vez mais, no Ocidente, a tese do ser humano como ser imaterial (alma) que dirige um hardware (corpo) por intermédio de um software de alta qualidade.
A Medicina tem evoluído no sentido do tratamento da mente como meio de curar o corpo, na linha ideológica de BERBIE S. SIEGEL e muitos outros.
Há quem tente antecipar o futuro afirmando que a Medicina se tornará Psicologia.
Quanto ao Direito, também surgiu ligado à Religião, somente se desvinculando, no Ocidente, no geral após a Revolução Francesa.
Tem funcionado, em outros termos, como regulador das “quedas de braço” entre pessoas e nações, umas e outras com fortes tendências ao abuso e desrespeito aos direitos alheios.
Na regulação dos contatos interpessoais e internacionais cada vez menos se concedem privilégios a uma aristocracia dotada de habilidade para dominar as populações.
As desigualdades vêm sendo reduzidas lenta e cautelosamente, mas cada vez mais.
O Direito criou um membro executor que é a Justiça, até hoje voltada sobretudo para a inflição de castigos aos infratores. Com sua evolução, esse membro deverá caracterizar-se mais pelo aspecto pedagógico.
Pode-se acreditar que o Direito passará a ser Pedagogia.
A evolução do Direito e da Medicina (e dos demais ramos do Conhecimento) dependem da melhor compreensão da essência do ser humano, deixando de tratá-lo, no mundo ocidental, como mera “casualidade física” para ser visto e reconhecido como “ser espiritual” com todas as consequências que essa constatação acarreta.
Deixamos de ter como objetivo unicamente a conquista de bens materiais e passamos a interessar-nos pelo nosso aperfeiçoamento moral e espiritual.
As experimentações capitalistas e socialistas não deram certo porque não mudaram a intimidade do ser humano, permanecendo egoísta e muitas vezes desonesto.
Somente com a melhoria interior, teremos cidadãos vocacionados para as causas públicas, com pouca necessidade de contenções e punições e inclinados a servir à coletividade.
Não se trata de utopia, mas sim de uma realidade que, aos poucos, vai-se desenhando.
O trabalho de conscientização é mais importante do que o aperfeiçoamento das técnicas regulatórias dos conflitos interpessoais e internacionais.
Em suma, tudo começa pelo próprio ser humano e nele termina.
Divulga-se cada vez mais, no Ocidente, a tese do ser humano como ser imaterial (alma) que dirige um hardware (corpo) por intermédio de um software de alta qualidade.
A Medicina tem evoluído no sentido do tratamento da mente como meio de curar o corpo, na linha ideológica de BERBIE S. SIEGEL e muitos outros.
Há quem tente antecipar o futuro afirmando que a Medicina se tornará Psicologia.
Quanto ao Direito, também surgiu ligado à Religião, somente se desvinculando, no Ocidente, no geral após a Revolução Francesa.
Tem funcionado, em outros termos, como regulador das “quedas de braço” entre pessoas e nações, umas e outras com fortes tendências ao abuso e desrespeito aos direitos alheios.
Na regulação dos contatos interpessoais e internacionais cada vez menos se concedem privilégios a uma aristocracia dotada de habilidade para dominar as populações.
As desigualdades vêm sendo reduzidas lenta e cautelosamente, mas cada vez mais.
O Direito criou um membro executor que é a Justiça, até hoje voltada sobretudo para a inflição de castigos aos infratores. Com sua evolução, esse membro deverá caracterizar-se mais pelo aspecto pedagógico.
Pode-se acreditar que o Direito passará a ser Pedagogia.
A evolução do Direito e da Medicina (e dos demais ramos do Conhecimento) dependem da melhor compreensão da essência do ser humano, deixando de tratá-lo, no mundo ocidental, como mera “casualidade física” para ser visto e reconhecido como “ser espiritual” com todas as consequências que essa constatação acarreta.
Deixamos de ter como objetivo unicamente a conquista de bens materiais e passamos a interessar-nos pelo nosso aperfeiçoamento moral e espiritual.
As experimentações capitalistas e socialistas não deram certo porque não mudaram a intimidade do ser humano, permanecendo egoísta e muitas vezes desonesto.
Somente com a melhoria interior, teremos cidadãos vocacionados para as causas públicas, com pouca necessidade de contenções e punições e inclinados a servir à coletividade.
Não se trata de utopia, mas sim de uma realidade que, aos poucos, vai-se desenhando.
O trabalho de conscientização é mais importante do que o aperfeiçoamento das técnicas regulatórias dos conflitos interpessoais e internacionais.
Em suma, tudo começa pelo próprio ser humano e nele termina.
Revista Jus Vigilantibus, Quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Comentários
Como será possível uma mudança no íntimo do ser humano com um vínculo tão absoluto ao capital? Há de se descobrir uma fórmula para se quebrar isto. Creio que só será possivel com uma igualdade social, objetivando aos cidadãos meios de sobrevivência com qualidade - indiferente a sua intelectualidade. Isso só será possível com uma educação de qualidade para todos, e o respeito as diversas aptidões e uma visão mais humanista e não tão tecnocrata, se bem que é necessário o controle do Estado.
É preciso humanizar os tecnocratas, colocando a ética como uma meta possível, para o bem de toda a sociedade.
– Wander M. Melo, aproximadamente 2 anos atrás.