Passando do individualismo para a valorização da coletividade
por Luiz Guilherme Marques
JOHANN HEINRICH PESTALOZZI (1746 – 1827) criou uma Pedagogia baseada na compaixão, dando a todos oportunidade de alcançar o máximo possível de progresso pessoal e coletivo.
SATHYA SAI BABA (1926 - ) fundou e inspirou milhares de escolas, inclusive algumas universidades, onde se preparam os alunos para servir à comunidade.
A grande falha da Educação Ocidental é centrar a atenção sobre a idéia de competição, reproduzindo o pensamento darwinista (CHARLES DARWIN, 1809 – 1882) da vitória dos mais bem preparados para alcançar posições de destaque na sociedade, sem reconhecer que na Natureza prevalece a cooperação, detectada como regra geral por JEAN-BAPTISTE LAMARCK (1744 – 1829).
O individualismo é a característica mais acentuada dos cidadãos ocidentais. Valorizamos apenas as elites e queremos fazer parte delas como única forma de termos chance de sucesso.
Não nos sentimos obrigados a melhorar nossa cidade, despoluir o rio, reflorestar as áreas degradadas, impedir que projetos arquitetônicos nocivos sejam implementados etc. etc.
Achamos que nada temos a ver com o desestímulo dos funcionários que conosco trabalham, os quais não têm condições financeiras para pagar os cursos que lhes dariam pontos para progressão na carreira. O Tribunal não se sente no dever de estruturar-se para dar-lhes cursos gratuitos que supram integralmente suas necessidades.
Os outros setores do Serviço Público também procedem dessa forma, na consagração indireta da filosofia do “salve-se quem puder”. Apenas o Banco do Brasil parece preencher melhor o perfil de propiciador de oportunidades de instrução para seus funcionários.
Entendemos que não somos responsáveis pela instrução dos habitantes da zona rural e das favelas.
Acreditamos que o desemprego e a falta de oportunidades de trabalho dos nossos concidadãos não nos dizem respeito.
Em resumo, queremos sucesso para nós e nossos filhos como demonstração de que “tudo que tocamos vira ouro”.
A mentalidade individualista e elitista gera revolta nos excluídos, extremos de desigualdade e péssimos resultados para o nosso país, que poucas chances tem de ingressar no rol dos países desenvolvidos.
Nossa pouca respeitabilidade frente à economia mundial, nossa participação modesta nas Olimpíadas, a pequena projeção das nossas artes no cenário mundial e a posição pouco expressiva que ocupamos no contexto das nações, tudo isso mostra que somos um povo desarticulado, desunido e pouco solidário.
Não entendemos ainda que “uma andorinha só não faz verão”. Aliás, na verdade, “somente uma coletividade de andorinhas faz verão”.
É necessária uma reformulação cultural.
SATHYA SAI BABA (1926 - ) fundou e inspirou milhares de escolas, inclusive algumas universidades, onde se preparam os alunos para servir à comunidade.
A grande falha da Educação Ocidental é centrar a atenção sobre a idéia de competição, reproduzindo o pensamento darwinista (CHARLES DARWIN, 1809 – 1882) da vitória dos mais bem preparados para alcançar posições de destaque na sociedade, sem reconhecer que na Natureza prevalece a cooperação, detectada como regra geral por JEAN-BAPTISTE LAMARCK (1744 – 1829).
O individualismo é a característica mais acentuada dos cidadãos ocidentais. Valorizamos apenas as elites e queremos fazer parte delas como única forma de termos chance de sucesso.
Não nos sentimos obrigados a melhorar nossa cidade, despoluir o rio, reflorestar as áreas degradadas, impedir que projetos arquitetônicos nocivos sejam implementados etc. etc.
Achamos que nada temos a ver com o desestímulo dos funcionários que conosco trabalham, os quais não têm condições financeiras para pagar os cursos que lhes dariam pontos para progressão na carreira. O Tribunal não se sente no dever de estruturar-se para dar-lhes cursos gratuitos que supram integralmente suas necessidades.
Os outros setores do Serviço Público também procedem dessa forma, na consagração indireta da filosofia do “salve-se quem puder”. Apenas o Banco do Brasil parece preencher melhor o perfil de propiciador de oportunidades de instrução para seus funcionários.
Entendemos que não somos responsáveis pela instrução dos habitantes da zona rural e das favelas.
Acreditamos que o desemprego e a falta de oportunidades de trabalho dos nossos concidadãos não nos dizem respeito.
Em resumo, queremos sucesso para nós e nossos filhos como demonstração de que “tudo que tocamos vira ouro”.
A mentalidade individualista e elitista gera revolta nos excluídos, extremos de desigualdade e péssimos resultados para o nosso país, que poucas chances tem de ingressar no rol dos países desenvolvidos.
Nossa pouca respeitabilidade frente à economia mundial, nossa participação modesta nas Olimpíadas, a pequena projeção das nossas artes no cenário mundial e a posição pouco expressiva que ocupamos no contexto das nações, tudo isso mostra que somos um povo desarticulado, desunido e pouco solidário.
Não entendemos ainda que “uma andorinha só não faz verão”. Aliás, na verdade, “somente uma coletividade de andorinhas faz verão”.
É necessária uma reformulação cultural.
Revista Jus Vigilantibus, Sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
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