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A instrução é a alma da liberdade

O filme de animação infantil intitulado “O Rei Leão”, dos estúdios WALT DISNEY é um dos mais antipedagógicos que existe.

Tenta inculcar a idéia de que uns poucos nascem para fazerem sucesso e ter realizados seus sonhos de grandeza, enquanto a maioria simplesmente pode pleitear a “glória” de integrar a multidão de súditos reverentes e obedientes.

Nem no Reino Animal - onde prevalece o Instinto, ou seja, a Inteligência rudimentar, mas sem a bênção da Ética - isso representa uma realidade, conforme verificado pelo cientista francês JEAN-BAPTISTE LAMARCK, que detectou a cooperação e a interdependência entre todos os seres. Quanto mais no Reino Hominal – onde vivemos sob a égide da Inteligência iluminada pela Ética – a regra é de que o maior de todos é aquele que serve aos demais espontaneamente, conforme prelecionou JESUS CRISTO. Ele foi o maior de todos, porque serviu a cada pessoa e quis servir à humanidade toda, do seu tempo e dos tempos futuros.

Nossa atuação no meio onde vivemos é semelhante a um time de voleibol, no qual não pode haver diferença entre os atletas, sendo que todos devem estar em condições de jogar com a mesma desenvoltura, sem rótulos de titulares e reservas, craques e medianos. Uma equipe que alcança esse grau de perfeição torna-se praticamente imbatível, pois a autoconfiança de todos leva-os a lutar pela vitória, enquanto que tem poucas chances de tornar-se um grande time a equipe em que uns são endeusados e outros tidos como meros “preenchedores de espaços vazios”. Não deve uma equipe jogar em função de GIBA e BRUNINHO...

A tendência é cada vez mais valorizarem-se todos os cidadãos, independente do seu nível social, cultural e financeiro. A cidadania é o grande nivelador, o elo de ligação entre todos nós.

Nos países subdesenvolvidos as desigualdades são gritantes, havendo oligarquias que dominam a população, esta que vive sem chances reais de ascensão. Nos países adiantados as desigualdades são menores em todos os sentidos.

Devemos trabalhar concretamente para a ascensão social, cultural e financeira dos cidadãos que vêm sendo tratados como secundários, meras mãos e braços utilizados para a manutenção do elevado status dos privilegiados componentes das elites.

A Justiça Trabalhista com seu estilo atual é tida pelas elites como paternalista e injusta, mas, num país como o nosso, é uma instituição imprescindível como forma de correção das desigualdades financeiras.

A Justiça Criminal – por uma série de fatores - ainda é muito falha, pois tem punido geralmente os “descamisados” e pouco consegue contra os ilícitos praticados pelas elites.

A Justiça Cível somente depois da edição do Código de Defesa do Consumidor passou a representar uma esperança para os cidadãos, vítimas indefesas das grandes financeiras e outras empresas – principalmente estrangeiras – que drenam nossas riquezas e exploram nosso povo.

Bendita seja a conscientização do povo através da Instrução!

Revista Jus Vigilantibus, Segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Comentários

A matéria dispensa maiores comentários. Merece sim, reflexão. No tocante a Justiça Criminal, bem traduzida nas poucas palavras, resta que, há mais de 2.500 anos diza Sólon: "As leis são como teias de aranha; quando algo leve cai nelas, fica retido, ao passo que, se for algo maior, consegue rompê-las e escapar". (Sólon, político grego, 640-560 a.c.)

– Mario Pallazini, aproximadamente 2 anos atrás.

"A instrução é a alma da liberdade"... uma linda afirmação que melhor retrata a necessidade de tomada de consciência do povo para a melhor arma que tem ao seu alcance e que lhe permite combater as desigualdades. Um povo culto decide melhor e escolhe melhor quem o governa. Um homem sem instrução não escolhe livremente, pois a falta de premissas não lhe permite formular critérios em consciência, e será sempre um escravo das elites que ele próprio ajudou a eleger!

– GBárbara, aproximadamente 2 anos atrás.

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