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A Justiça como interação entre partes e operadores do Direito

A WIKIPÉDIA (http://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Schweitzer) dá algumas informações sobre ALBERT SCHWEITZER:

    “Albert Schweitzer (Kaysersberg, 14 de janeiro de 1875Lambaréné, 4 de setembro de 1965) foi um teólogo, músico, filósofo e médico alsaciano. Albert Schweitzer nasceu em Kaysersberg, na Alsácia, então parte do Império alemão (hoje uma região administrativa francesa). Formou-se em Teologia e Filosofia na Universidade de Strasburgo, onde, em 1901, o nomearam docente. Tornou-se também um dos melhores intérpretes de Bach e uma autoridade na construção de órgãos. Aos trinta anos, gozava de uma posição invejável: trabalhava numa das mais notáveis universidades européias; tinha uma grande reputação como músico e prestígio como pastor de sua Igreja. Porém, isto não era suficiente para uma alma sempre pronta ao serviço. Dirigiu sua atenção para os africanos das colônias francesas que, numa total orfandade de cuidados e assistência médica, debatiam-se na dura vida da selva. Em 1905, iniciou o curso de medicina, e seis anos mais tarde, já formado, casou-se e decidiu partir para Lambarené, no Gabão, onde uma missão necessitava de médicos. Ao deparar-se com a falta de recursos iniciais, improvisou um consultório num antigo galinheiro e atendeu seus pacientes enfrentando obstáculos como o clima hostil, a falta de higiene, o idioma que não entendia, a carência de remédios e instrumental insuficiente. Tratava de mais de 40 doentes por dia e paralelamente ao serviço médico, ensinava o Evangelho com uma linguagem apropriada, dando exemplos tirados da natureza sobre a necessidade de agirem em beneficio do próximo. Com o início da I Grande Guerra, os Schweitzer foram levados para a França, como prisioneiros de guerra. Passaram praticamente todo o período da guerra confinados num campo de concentração, neste período Albert escreveu sobre a decadência das civilizações. Com o final da guerra, reiniciou seus trabalhos como se nada tivesse acontecido, e ante a visão de um mundo desmoronado, dizia: “começaremos novamente, devemos dirigir nosso olhar para a humanidade”. Realizou uma série de conferências, com o único intuito de colher fundos para reconstruir sua obra na África. Tornou-se muito conhecido em todos os círculos intelectuais do continente, porém, a fama não o afastou de seus projetos e sonhos. Após sete anos de permanência na Europa, partiu novamente para Lambarené. Desta vez acompanhado de médicos e enfermeiras dispostos a ajudá-lo. O hospital foi levantado numa área mais propícia, e com o auxílio de uma equipe de profissionais pode dedicar algumas horas de seu dia a escrever livros, cuja renda contribuía para manter os pavilhões hospitalares. Extasiou o mundo com sua vida e sua obra, e em 1952, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, como humilde homenagem a um “Grande Homem”. Morreu em 4 de setembro de 1965, em Lambaréné, no Gabão.”

Dizia o grande humanista (no que tem sido seguido por BERNIE S. SIEGEL no exercício de sua Medicina humanizada, dedicada à autocura de pacientes de doenças estatisticamente tidas como incuráveis):

    “A Medicina não é apenas uma Ciência, mas também a Arte de deixar nossa individualidade interagir com a individualidade dos pacientes.”

Essa frase (mutatis mutandis) serve para traçar o perfil da nova Justiça (que melhor atenderá os cidadãos):

    A Justiça não é apenas uma Ciência, mas também a Arte de deixar nossa individualidade interagir com a individualidade das partes litigantes e dos demais operadores do Direito.”

Ao invés de imposições às partes de soluções muitas vezes imperfeitas e até injustas - previstas na legislação e na jurisprudência -, nada melhor, como soluções definitivas, que aquelas encontradas através do diálogo grupal entre elas e os operadores do Direito numa verdadeira mesa redonda.

As próprias partes costumam saber qual a melhor solução para seus litígios.

SIDNEY NICOLIELLO (um percuciente magistrado mineiro) costumava dizer jocosamente: “O juiz atrapalha as partes”.

Revista Jus Vigilantibus, Sabado, 17 de outubro de 2009

Comentários

gostaria muito de ter o e-mail do dr. luiz guilherme marques, para eventuais contatos, autor desse fabuloso artigo e outros.
grata
marilia a a e silva/df.

– marilia a a e silva, mais de 2 anos atrás.

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