O Judiciário vai às ruas e praças - continuação
por Luiz Guilherme Marques.
Criar oportunidades de trabalho é uma das mais importantes contribuições que alguém pode dar à coletividade.
Ainda mais um trabalho dentro dos Fóruns e Tribunais, onde muito se aprende sobre boas regras de conduta.
Muitos dos adolescentes e jovens que forem contratados como estagiários pelo STF e TJDF começarão a enxergar o outro lado da vida, ou seja, aquele que se ocupa da atuação em benefício da igualdade e da cidadania, enquanto que viviam antes talvez enxergando apenas a desonestidade, a revolta e a violência.
Na certa que esses cidadãos iniciantes terão de frequentar os bancos escolares próprios da sua idade como cláusula obrigatória de seus contratos de trabalho.
É, todavia, importante não se enxergar essa mudança com “lentes cor-de-rosa”, ou seja, acreditar que a repentina mudança naquelas vidas não estará sujeita a riscos, muitas vezes criados por seus próprios pais e pessoas do meio onde vivem.
Educar uma pessoa que vive em meio a graves problemas morais exige a melhoria de toda sua “entourage”, com risco de perder-se o trabalho realizado.
Inclusive os próprios educandos estarão sujeitos a oscilações, saudosos talvez da vida viciosa e irresponsável de antes.
Trata-se essa educação – como são todas – de obra de realização a longo prazo, que exige persistência dos educadores, pais e educandos, além do desejo sincero das instituições que se responsabilizarão por esse investimento, do qual nunca devem desistir.
O exemplo do PIXOTE é um alerta, apesar de toldado por uma ótica pessimista.
A médica e pedagoga italiana MARIA MONTESSORI (1870 – 1952) estudou em profundidade a psicologia infantil e chamou a atenção para os graves prejuízos – a maioria insanáveis – causados pela má condução pelos adultos da vida das crianças. Os traumas vividos representam verdadeiras bombas-relógio prontas para explodir inclusive nas fases subsequentes: adolescência, juventude, maturidade, meia idade e velhice.
Não devemos minimizar os fatos, procurando “tapar o Sol com a peneira”. Os desajustes daqueles menores são graves e necessitam de tratamento psicológico, pedagógico, médico etc.
É necessário também que quem lidar com tais debutantes da cidadania tenha conhecimento especializado e moralidade suficientes para orientá-los e nunca piorar aquelas cabeças vacilantes.
Está dado o “pontapé inicial”. Não se deve paralisar o jogo em hipótese alguma, que os bons resultados virão.
Ainda mais um trabalho dentro dos Fóruns e Tribunais, onde muito se aprende sobre boas regras de conduta.
Muitos dos adolescentes e jovens que forem contratados como estagiários pelo STF e TJDF começarão a enxergar o outro lado da vida, ou seja, aquele que se ocupa da atuação em benefício da igualdade e da cidadania, enquanto que viviam antes talvez enxergando apenas a desonestidade, a revolta e a violência.
Na certa que esses cidadãos iniciantes terão de frequentar os bancos escolares próprios da sua idade como cláusula obrigatória de seus contratos de trabalho.
É, todavia, importante não se enxergar essa mudança com “lentes cor-de-rosa”, ou seja, acreditar que a repentina mudança naquelas vidas não estará sujeita a riscos, muitas vezes criados por seus próprios pais e pessoas do meio onde vivem.
Educar uma pessoa que vive em meio a graves problemas morais exige a melhoria de toda sua “entourage”, com risco de perder-se o trabalho realizado.
Inclusive os próprios educandos estarão sujeitos a oscilações, saudosos talvez da vida viciosa e irresponsável de antes.
Trata-se essa educação – como são todas – de obra de realização a longo prazo, que exige persistência dos educadores, pais e educandos, além do desejo sincero das instituições que se responsabilizarão por esse investimento, do qual nunca devem desistir.
O exemplo do PIXOTE é um alerta, apesar de toldado por uma ótica pessimista.
A médica e pedagoga italiana MARIA MONTESSORI (1870 – 1952) estudou em profundidade a psicologia infantil e chamou a atenção para os graves prejuízos – a maioria insanáveis – causados pela má condução pelos adultos da vida das crianças. Os traumas vividos representam verdadeiras bombas-relógio prontas para explodir inclusive nas fases subsequentes: adolescência, juventude, maturidade, meia idade e velhice.
Não devemos minimizar os fatos, procurando “tapar o Sol com a peneira”. Os desajustes daqueles menores são graves e necessitam de tratamento psicológico, pedagógico, médico etc.
É necessário também que quem lidar com tais debutantes da cidadania tenha conhecimento especializado e moralidade suficientes para orientá-los e nunca piorar aquelas cabeças vacilantes.
Está dado o “pontapé inicial”. Não se deve paralisar o jogo em hipótese alguma, que os bons resultados virão.
Revista Jus Vigilantibus, Domingo, 11 de outubro de 2009
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