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Fogo de palha e altos ideais

Uma das coisas mais importantes para o ser humano é ser bem informado, não só a respeito do mundo, das pessoas e das instituições, como também a respeito da realidade transcendental.

Depois que vem-se confirmando, cada vez mais, pela Ciência experimental a realidade espiritual pregada desde tempos imemoriais pelos homens e mulheres mais evoluídos do Egito e Índia, não há razão para mantermos uma mentalidade individual e coletiva egoística e antifraterna.

Tendo elementos para saber da continuidade da vida após a morte e da sucessividade das encarnações – que visam o aprimoramento das criaturas – e de que a regra áurea das Leis Divinas é a Fraternidade, não há como trabalharmos apenas em função de nós mesmos e do pequeno grupo familiar.

Temos de expandir nossa área de influência em direção ao mundo todo, visando dar nossa contribuição para a melhoria da vida no planeta, o que se faz possível principalmente pelo esclarecimento das pessoas sobre essas verdades.

Não há forma mais segura de promover o bem-estar geral do que cada um saber que lucra ajudando o progresso dos outros.

Não adiantam leis em excessos, aparatos judiciário e policial em todos os recantos do globo e governos onipresentes se os cidadãos acham que a morte é o fim de tudo e que somente interessa ganhar dinheiro para gozar ao máximo os prazeres materiais.

O pior é que os próprios autores das leis, os governantes e os operadores do Direito – em sua maioria – são despreocupados de questões como essa: vivem em função do imediatismo interesseiro.

É preciso que aqueles e aquelas que acreditam no plano divino de evolução para a humanidade se disponham a investir decisivamente para a melhoria do mundo.

Cada um tem suas habilidades e talentos e é importante no somatório de contribuições.

Não há ninguém inexpressivo ou dispensável.

Uns escrevem, outros falam, outros realizam, mas todos imbuídos do ideal da Fraternidade.

Nenhum país centraliza essas atividades, pois em toda parte há inteligências, corações e braços dedicados à causa de servir.

Trata-se de um trabalho silencioso, mas seguro, como a água que limpa o barro e, com o tempo, transforma-se em fluido cristalino e transparente.

DEUS detém o comando de tudo e nós somos meros trabalhadores da sua gleba, autorizados pelo Seu amor.

Assim pensando, podemos muito realizar. Em caso contrário, estamos sempre num labirinto que ilude com a sucessão de conquistas e movimentações.

A História mostra a diferença entre os que realizam movidos por altos ideais e os que correm apenas atrás do próprio endeusamento.

Revista Jus Vigilantibus, Sexta-feira, 2 de outubro de 2009

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