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A bandeira do idealismo

(Dedico este artigo a NELSON MISSIAS DE MORAIS, Presidente da Associação dos Magistrados Mineiros - AMAGIS)

Cada pessoa tem seu perfil individual, sua forma de pensar e seus ideais.

Há, num extremo, quem se sinta feliz numa vida estagnada, rotineira, onde todos os dias são iguais e tudo flua de uma forma serena e sem variações.

Há, no outro extremo, aqueles para quem tudo tem de mudar a cada passo, sentindo-se realizados quando participam de grandes acontecimentos que transformam os referenciais e impulsionam as pessoas e instituições.

A grande maioria da humanidade se posiciona entre esses dois pólos, variando entre o 8 e o 80.

Desde que conheço NELSON MISSIAS DE MORAIS pude ver nele uma personalidade inquieta, incapaz de simplesmente ver os fatos acontecerem e nada fazer para alterá-los.

Centrando sua atenção sobre algumas metas – dentre as quais a descentralização, a interiorização e a democratização – investiu maciçamente nesse trabalho, demonstrando um vigor físico e de vontade que ultrapassa o comum das pessoas mais arrojadas.

Poucas vezes conseguimos encontrá-lo simplesmente cumprindo a rotina diária de dirigente da nossa Associação, uma vez que sempre está viajando pelo Estado ou para fora dele em função das múltiplas situações que cobram sua presença e atuação.

Não é um dirigente burocrático. Quebra a idéia de rotina em milhares de pedacinhos.

É um vocacionado para servir, preocupando-se em estar presente física e emocionalmente na realidade de cada seccional e junto de cada associado em particular.

A bandeira do idealismo está sempre fincada no seu coração e no seu cérebro.

Fez-se líder pela dedicação ao serviço de todos.

Não sei a que credo religioso ou filosófico pertence nosso prezado colega, mas, tendo certeza de que todos eles pregam o mesmo ideal de servir, podemos afiançar que trata-se de uma alma superiormente dotada.

Para ele vale a frase de NEPOMUCENO SILVA: “minha vida tem sido uma sucessão de serviços aos outros”.

Quase no final do seu mandato, não podemos deixar de relembrar suas qualidades marcantes, dentre as quais a que já mencionamos – a prontidão no servir – além da sua extrema facilidade no manejo da língua portuguesa, falada e escrita.

Terá sido um dos mais destacados dirigentes da AMAGIS, com certeza.

Tomara que os futuros dirigentes o sigam na simpatia cativante e diligência em atuar com toda sua energia e afetividade em favor da classe e de cada associado em particular.

Revista Jus Vigilantibus, Sabado, 26 de setembro de 2009

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