Palavras a quem tem horror à política
por Luiz Guilherme Marques.
O arquiteto francês JACQUES FERRIER, em um documentário em DVD da série Arquitetura & Construção, da Abril, relata sua experiência de morador em Londres, quando a comunidade do seu bairro foi consultada sobre o estilo da iluminação pública a ser adotado. Coisa típica dos ingleses, que exigem que suas reivindicações sejam levadas em conta pelos órgãos administrativos.
No nosso país quase nada se faz nesse sentido.
Os representantes dos órgãos públicos deliberam de acordo com o que julgam atender aos interesses da comunidade, mas não a consultam.
Os governantes de todos os níveis surpreendem a população com suas idéias e decisões muitas delas frontalmente contrárias a tudo que ela deseja.
A distância que medeia entre nossa realidade e a inglesa em termos de cidadania pode ser calculada em séculos e não em décadas ou anos.
Desde a assinatura da Carta Magna, em 1215, pela exigência dos barões ao monarca JOÃO “SEM TERRA”, o povo britânico foi-se fazendo respeitar pelos ocupantes do poder, até chegar ao que atualmente vigora naquele país no que diz respeito à cidadania.
A cidadania, para nós, restringe-se a poder votar e ser votado, o que representa muito pouco em face ao que alguns outros povos já conseguiram.
Os servidores públicos eleitos deveriam simplesmente cumprir as metas traçadas pela maioria dos eleitores. Os concursados deveriam agir de forma idêntica quanto à vontade popular.
Não deveria haver espaço para a arbitrariedade e a desonestidade.
Não se pode atribuir nosso atraso à falta de instrução do povo, mas sim entender que a falta de instrução do povo deve ser debitada às elites, que impedem sutilmente ao povo o acesso à Cultura.
Mesmo correndo o risco de votar mal, nunca impeçamos o povo de manifestar seus pontos de vista, reivindicar por mudanças e exigir seus direitos.
Se há quem manipule maliciosamente a opinião pública, cedo ou tarde, perderá a influência sobre as massas à medida que o povo for tomando consciência da sua cidadania.
Os cidadãos ingleses são modelos universais, enquanto que os nossos apenas dão os primeiros passos rumo à participação política.
Não devemos dizer (como muitos fazem): - Tenho horror à política!, pois a cidadania cobra-nos a participação nos destinos do nosso bairro, nossa cidade, nosso Estado e nosso país.
No nosso país quase nada se faz nesse sentido.
Os representantes dos órgãos públicos deliberam de acordo com o que julgam atender aos interesses da comunidade, mas não a consultam.
Os governantes de todos os níveis surpreendem a população com suas idéias e decisões muitas delas frontalmente contrárias a tudo que ela deseja.
A distância que medeia entre nossa realidade e a inglesa em termos de cidadania pode ser calculada em séculos e não em décadas ou anos.
Desde a assinatura da Carta Magna, em 1215, pela exigência dos barões ao monarca JOÃO “SEM TERRA”, o povo britânico foi-se fazendo respeitar pelos ocupantes do poder, até chegar ao que atualmente vigora naquele país no que diz respeito à cidadania.
A cidadania, para nós, restringe-se a poder votar e ser votado, o que representa muito pouco em face ao que alguns outros povos já conseguiram.
Os servidores públicos eleitos deveriam simplesmente cumprir as metas traçadas pela maioria dos eleitores. Os concursados deveriam agir de forma idêntica quanto à vontade popular.
Não deveria haver espaço para a arbitrariedade e a desonestidade.
Não se pode atribuir nosso atraso à falta de instrução do povo, mas sim entender que a falta de instrução do povo deve ser debitada às elites, que impedem sutilmente ao povo o acesso à Cultura.
Mesmo correndo o risco de votar mal, nunca impeçamos o povo de manifestar seus pontos de vista, reivindicar por mudanças e exigir seus direitos.
Se há quem manipule maliciosamente a opinião pública, cedo ou tarde, perderá a influência sobre as massas à medida que o povo for tomando consciência da sua cidadania.
Os cidadãos ingleses são modelos universais, enquanto que os nossos apenas dão os primeiros passos rumo à participação política.
Não devemos dizer (como muitos fazem): - Tenho horror à política!, pois a cidadania cobra-nos a participação nos destinos do nosso bairro, nossa cidade, nosso Estado e nosso país.
Revista Jus Vigilantibus, Domingo, 30 de agosto de 2009
Comentários
Caro Luiz
Concordo totalmente com voce que nosso povo é manipulado a pensar que a política seja um bicho de sete cabeças, algo que eles não queiram se envolver, dessa forma dando total liberdade ao "líderes" que fazer como bem lhe entenderem.
Discordo, porém, no tocando a sua afirmacão que os inglês são modelos universais neste tópico.
Morando aqui a quase 5 anos, e estando a par do estado de polícia velado que se vive hoje em dia na Inglaterra, no qual as pessoas parecem não ver que suas liberdades estão se esvaindo por um fio. Ainda assim, os ingleses ficam preso ao antigo paradigma direita/esquerda, que cria a ilusão de que o povo tem realmente algum poder de escolha.
Eu indico o filme "taking liberties", ou "tirando nossas liberdades", que mostra como Blair e em seqüencia Brown, utilizaram o pânico da guerra ao terror para remover a maioria dos direitos dos cidadãos ingleses.
abracos e continue o seu ótimo trabalho
Emerson
– Emerson Cardoso, mais de 2 anos atrás.
Prezados Luiz e Emerson.
Quero compartilhar dessa discussão como bacharel e licenciado em História, com pós-graduação e estudioso de Filosofia da Educação. A intenção é contibuir para uma tentativa de descobrir uma fórmula que proporcione aos jovens de hoje a possibilidade de estudar Filosofia desde Nicoló Maquiavel, até pensadores em nível com Abermas, Dussel e outros, tendo como ponto de mediação, para trás e para frente, Rousseau, Kant e Hegel.
Conseguindo essa fórmula, possibilitaria aos políticos do futuro compreender que,
infelizmente, há uma "armação histórica" para possibilitar o exercício do poder de uma minoria sobre a maior parte da população do planeta Terra.
Para aqueles que conhecem a história da Humanidade desde que desapareceram os dinossauros, que eram predadores principalmente de mamíferos, até a chamada "pós-modernidade", não há surpresa quando pessoas humanistas, sensíveis e observadoras divulgam seus pensamentos sobre a verdade quanto à existencia de organizações que visam dominar a Natureza e dentro dela a própria Humanidade.
Essa História começa quando, com o desparecimento dos dinossauros, os ancestrais dos humanos puderam descer das arvores e assim ficar com as mãos livres para outras coisas que não agarrar-se aos ramos mais altos ou colher frutas e folhas para alimentar-se. Puderam até, depois de milhões de anos depois, andarem sobre duas patas, digo, dois pés. O uso das mãos estimulou o cérebro, estabelecendo-se a relação entre a experiencia e o pensamento.
Alguns estudiosos afirmam, sem que tenha havido contestação, que foi nesse contexto há 65 milhões de anos, que iniciou-se a "preparação" para o Homo Sapiens Sapiens.
Recentemente uma teoria bastante contestada tomou corpo em uma nova ciencia: a Bio-História, com base no pensamento de Edward Osborne Wilson, segundo a qual todas as experiencias da Humanidade, no particular de cada indivíduo, estejam gravadas no DNA. A nova teoria insinua que as manifestações comportamentais dos humanos transparecem na relação genética com o ambiente.
Nossa compreensão sobre uma mudança na ordem sócio-política global de hoje passa por decobrir a fórmula sobre como fazer os jovens a pensar a sua própria história no contexto da "Total História".
Precisamos de mais gente nessa "cruzada" prezados Luiz e Emerson.
– Giordano Bruno Di Genovezzi, mais de 2 anos atrás.