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As mulheres brasileiras no Século XXI

GRACCHUS BABEUF (1760 – 1797) foi o único revolucionário francês de 1789 a defender a participação política das mulheres.

Antes dele somente JESUS CRISTO tinha chamado a atenção para o valor do sexo feminino.

Se o primeiro foi entendido claramente como alguém que propugnava por “reformas sociais” visando a igualdade entre as pessoas, o segundo foi mal interpretado, tido como defensor apenas da “reforma interior” das pessoas sem procurar aperfeiçoar o contexto onde vivem.

A visão distorcida da mensagem de JESUS CRISTO gerou a estagnação da Idade Média, onde sacerdotes católicos fanáticos e dominadores se arrogaram o direito de únicos intérpretes da Verdade.

O “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” não significa uma dicotomia entre a procura da evolução espiritual e a participação individual na evolução das regras da sociedade. Aliás, quem evolui espiritualmente tem o dever de contribuir para o aperfeiçoamento do meio onde vive.

Mesmo depois de ultrapassado o período medieval, a incompreensão sobre a mensagem cristã continuou contribuindo para se manter a estagnação social no que pertine não só quanto à igualdade entre os gêneros, como entre as raças, as pessoas de diferentes níveis sociais etc.

O egoísmo das elites – robustecido pela omissão de religiosos interesseiros - tem obscurecido a idéia cristã da Igualdade. Ela deve ser praticada não só individualmente mas também pleiteada ostensivamente através de propostas concretas de mudanças legislativas.

No momento presente verifica-se um trabalho em favor da valorização das mulheres pelo Presidente LULA, inclusive ao propor a candidatura de DILMA ROUSSEF como sua sucessora.

Nunca houve, no nosso país, um trabalho tão efetivo para se fazer uma mulher chegar ao comando da nação. Falava-se poeticamente em favor do sexo feminino, mas, de fato, pretendia-se que nossas mães, esposas e irmãs continuassem apenas como “rainhas do lar”, ou seja, nossas servidoras...

Nos Estados Unidos, SARAH MARGARET FULLER (1810 – 1850) lutou pela igualdade entre homens e mulheres, contribuindo para que as gerações subsequentes de americanos e americanas entendessem que novas regras deviam ser editadas redundando no aperfeiçoamento da sociedade como um todo.

Aguardemos a candidatura da política e economista mineira em 2010, quando deverá ser debatida a questão da presença feminina na Política não figurando as mulheres apenas como meras eleitoras mas como candidatas com chances reais de se elegerem.

Nosso país precisa sair do patamar de “país do terceiro mundo”, sendo que, para tanto, deve passar a reconhecer a necessidade de tratar essa metade da sua população como gente de valor.

Tenhamos consciência de que o novo século tem de significar uma “Nova Era” de progresso.

Revista Jus Vigilantibus, Quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Comentários

Muito bom o artigo sobre "As mulheres brasileiras no Século XXI". O autor do mesmo, com muita propriedade mostrou a realidade do mundo feminino e do século em que vivemos, onde é cada vez maiso o numemo de mulheres que se tornam independentes e ocupam cada vez mais espaço no mercado de trabalho. Issó a verdadeira sociologia da humanidade. pena que em alguns paizes do oriente ainda mantém as mulheres como servas, escravas, onde se quer mostram seus belos rostos. Há muitos os homens estão mais consciêntes, pois absorveram a realidade de que o "machismo" é coisa do passado. Parabéns ao dr. Luiz Guilherme Marques

– Paulo Santos, mais de 2 anos atrás.

A senadora Marina Silva e potencial candidata reflete muito mais o que desejamos para nós e para geração futura, que o poder de superação.
Ela é um exemplo para toda a humanidade. Recomendo a leitura do artigo do NYT, contante na home page do site do terra do dia 29(sábado). Isto sim, é progresso . At.Mario Leal

– MARIO LEAL, mais de 2 anos atrás.

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