Melhoremos o mundo onde vivemos
por Luiz Guilherme Marques.
Vivemos dentro de determinadas estruturas que nos são impostas. Muitas vezes, não nos damos conta do seu absurdo e somente quando alguém aponta as falhas do modelo, por exemplo, comparando com outras realidades melhores, é que abrimos nossos olhos.
Os arquitetos ELISABETH e CHRISTIAN PORTZAMPARC informam sobre a estrutura da cidade do Rio de Janeiro em um dos filmes da série Arquitetura & Construção, da Abril Cultural, e testificam a inovação que a cidade vem desenvolvendo através de grandes condomínios fechados, onde pessoas residem com relativa segurança sob a proteção de vigilância particular, cercadas por muros e grades.
Não somente Rio de Janeiro, mas também São Paulo e inúmeras cidades de grande e médio porte estão adotando esse tipo de “solução” contra assaltos e violência.
É evidente que somente pessoas de razoável a excelente poder aquisitivo conseguem morar nessas “ilhas” protegidas, onde podem andar tranquilas pelas ruas internas e deixar seus filhos livres para brincar e conviver.
Fora do condomínio fechado cada pessoa anda sobressaltada e insegura.
Devemos pensar nesse estado de coisas não como uma realidade desejável, mas como anomalia, que mostra o lamentável quadro do egoísmo humano.
O medo de assaltos cristalizou-se devido ao distanciamento das elites em relação aos desprivilegiados da fortuna, que se sentem humilhados frente ao fastígio e aparente felicidade dos ricos.
Sem oportunidades reais de usufruir das benesses somente gozadas pelos ricos e divulgadas pela Mídia, muitos pobres revoltam-se e optam pela vida marginal de assaltos e tráfico de drogas. Dessa forma, arriscam-se à empreitada de tomar à força um pouco dos bens dos ricos e vender drogas para seus filhos.
O Direito não faz nada de decisivo para solucionar o grave problema da desigualdade social. Procura mais a punição dos pobres que são rebeldes do que incentiva as pessoas à Igualdade...
A Justiça tem cuidado de questões distantes do ideal de Igualdade...
Quando será que teremos uma realidade realmente próxima do sonho dos revolucionários franceses de 1789?
Maravilhosas construções nascidas do cérebro genial de OSCAR NIEMEYER e LÚCIO COSTA e jardins fantásticos idealizados por BURLE MARX são vistos de longe, de passagem, por moradores das favelas e dos arrabaldes.
A televisão é a forma como muitos sonham e se realizam através das novelas cheias de requintes e luxo, imitando o estilo de personagens programados para diluir os questionamentos dos pobres dentro de limites do “pão e circo”.
Despertemos para melhorar o mundo.
Os arquitetos ELISABETH e CHRISTIAN PORTZAMPARC informam sobre a estrutura da cidade do Rio de Janeiro em um dos filmes da série Arquitetura & Construção, da Abril Cultural, e testificam a inovação que a cidade vem desenvolvendo através de grandes condomínios fechados, onde pessoas residem com relativa segurança sob a proteção de vigilância particular, cercadas por muros e grades.
Não somente Rio de Janeiro, mas também São Paulo e inúmeras cidades de grande e médio porte estão adotando esse tipo de “solução” contra assaltos e violência.
É evidente que somente pessoas de razoável a excelente poder aquisitivo conseguem morar nessas “ilhas” protegidas, onde podem andar tranquilas pelas ruas internas e deixar seus filhos livres para brincar e conviver.
Fora do condomínio fechado cada pessoa anda sobressaltada e insegura.
Devemos pensar nesse estado de coisas não como uma realidade desejável, mas como anomalia, que mostra o lamentável quadro do egoísmo humano.
O medo de assaltos cristalizou-se devido ao distanciamento das elites em relação aos desprivilegiados da fortuna, que se sentem humilhados frente ao fastígio e aparente felicidade dos ricos.
Sem oportunidades reais de usufruir das benesses somente gozadas pelos ricos e divulgadas pela Mídia, muitos pobres revoltam-se e optam pela vida marginal de assaltos e tráfico de drogas. Dessa forma, arriscam-se à empreitada de tomar à força um pouco dos bens dos ricos e vender drogas para seus filhos.
O Direito não faz nada de decisivo para solucionar o grave problema da desigualdade social. Procura mais a punição dos pobres que são rebeldes do que incentiva as pessoas à Igualdade...
A Justiça tem cuidado de questões distantes do ideal de Igualdade...
Quando será que teremos uma realidade realmente próxima do sonho dos revolucionários franceses de 1789?
Maravilhosas construções nascidas do cérebro genial de OSCAR NIEMEYER e LÚCIO COSTA e jardins fantásticos idealizados por BURLE MARX são vistos de longe, de passagem, por moradores das favelas e dos arrabaldes.
A televisão é a forma como muitos sonham e se realizam através das novelas cheias de requintes e luxo, imitando o estilo de personagens programados para diluir os questionamentos dos pobres dentro de limites do “pão e circo”.
Despertemos para melhorar o mundo.
Revista Jus Vigilantibus, Quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Comentários
No século XVI um navio francês, de retorno da América para a França, levou alguns índios, para matar a curiosidade dos europeus. Depois de alguns dias no país, foi perguntado aos índios o que mais lhes chamava a atenção na cultura francesa. Responderam que não compreendia como podia haver gente passando fome nas calçadas, enquantos metros adiante um grupo de pessoas se resfetelavam em banquete. indagavam ainda porque simplesmente os primeiros não torciam os pescoços dos segundos e ficavam com a comida e com o que mais precisassem . Não sei até quando novelas, BBB, caras,musicas bregas, jogos televisadas, bolsa família e outras distrações conseguirão conter no picadeiro do entorpecimento os esquecidos do Estado. Perceba o nobre magistrado que vez por outra um deles foge de nosso controle e expõe sua revolta, atirando no rosto de uma moça no semáforo, e na esquina a frente arrastado uma criança presa ao cinto de segurança do carro. Concordo com Vossa Excelencia, o "pão e circo" já não está sendo suficiente. Será preciso, uma migalha que seja a mais,a fim de que o respeitável público não ouse sair debaixo da lona, espaço criado sob medida para sua breve e miserável vida.
Atenciosamente.
– EDNALDO DE ARAÚJO PEREIRA, Petrolina-PE, mais de 2 anos atrás.