Cuba e o Século XXI
por Antonio Baptista Gonçalves
1959. Essa é a data que a então simpática ilha do Caribe chamada Cuba teve seu destino modificado em relação às relações econômicas mundiais.
Graças a um personagem que resistiu ao tempo e a modernidade Cuba enfrentou avanços e retrocessos consecutivos.
Numa época em que o planeta vivia um regime bipolarizado, Fidel Alejandro Castro Ruz, sob a escusa de enfrentar um governo simpático às causas norte-americanas, comandou uma revolução que tomou de assalto o poder e consagrou personagens históricos como Ernesto “Che” Guevara e Raul Castro.
O resultado de tal investida foi o rompimento total com os Estados Unidos e um regime ditatorial imposto por Fidel.
Talvez à época houvesse algum sentido esse panorama fechado, mas com a queda da República Socialista e o conseqüente final da guerra fria, Cuba perpetrou sua ditadura contrariando a abertura dos países em favor dos direitos humanos.
Na forma de governo instituída à força por Fidel os cubanos têm duas opções: ou aceitam pacificamente as regras ou sofrem as conseqüências.
E o paradoxo apenas se ampliou no espaço-tempo, porque o que se percebeu em Cuba foi um grande avanço na educação e na medicina ao longo das décadas Castristas, no entanto, e o resto?
Presos e desaparecidos políticos por motivos já enfrentados pelo próprio Brasil sob a influencia do Governo militar, no qual pessoas eram acusadas com argumentos infundados e vez por outra simplesmente “desapareciam”.
O que aconteceu com os governantes brasileiros da ditadura? Foram agraciados com a anistia, ou seja, não podem ser acusados da prática de nenhum crime na época do regime.
Cuba não se modernizou através de Fidel, ao contrário, involuiu sobremaneira, pois, a existência de veículos que datam da década de cinqüenta do século passado, não pode significar que a população tem a mais plena liberdade.
A mão forte de um falso socialismo ceifou Cuba do século XXI, já que é nítida a predominância do retrocesso naquele país. É como se o tempo não tivesse passado, a magia negativa de Castro propiciou um descontinum de Cuba em relação ao espaço-tempo.
O modelo socialista enfrentou seu colapso mais evidente no final do século XX e um dos poucos sobreviventes, a China, já percebeu que para não ser excluído da globalização uma abertura era indispensável.
Em Cuba, em pleno século XXI, é possível visualizar uma falsa saída do poder de Fidel Castro. Após 49 anos de governo ditatorial, Fidel resolve não mais concorrer ao poder supremo.
Inicialmente poderia ser analisado com um avanço à modernidade, ledo engano, afinal, o seu sucessor também fez parte da dinastia e se trata nada mais nada menos do que seu próprio irmão.
Tal fato apenas denota o óbvio: Fidel não deixou o poder porque quis, ou melhor, porque almeja o melhor caminho para Cuba, mas sim por lhe faltar condições físicas para tanto. Sua saúde está completamente debilitada e essa saída premeditada do poder foi a única alternativa encontrada para evitar que um estranho assumisse o governo no caso de seu falecimento.
Interessante, como o poder pode cegar as pessoas, não é mesmo? A sede de governar impede que Fidel permita a milhares de pessoas simplesmente viverem, pois, o regime atual imposto em Cuba nada mais é do que uma condição subumana de existência.
Pela configuração atual, enquanto Fidel estiver com ar nos pulmões as decisões serão suas, seu irmão será apenas uma figura decorativa que irá manter as aparências de uma falsa possível abertura.
De tal sorte, as ilações sobre o acontecerá com Cuba agora que Fidel deixou o poder são apenas conversas de porta de bar em final de tarde, porque, na prática, nada mudou.
Os cubanos ainda terão de amargar o peso da ditadura por mais algum tempo. As conjecturas somente serão válidas quando apenas restar Raul Castro; a sorte da população é que a família Castro envelhece, o mais velho completará 82 anos, ao passo, que Raul já se encontra com 76 anos.
Cuba tem um exílio auto-imposto pela ditadura que trouxe o desmazelo a população: casas em condições de total demolição, prédios sem portas ou janelas. Pessoas que não possuem dinheiro para colocar gasolina em seus já muito velhos carros.
Ademais, é estritamente proibido um contato maior dos habitantes com os turistas, um medo de que a modernidade passe pela fechadura da mediocridade chamada Cuba Socialista.
A conseqüência é a proibição dos nativos comprarem produtos nos mesmos locais dos turistas, de terem uma qualidade de vida razoável e quando questionam o governo e desejam tomar outros rumos são severamente castigados.
Não é a toa que a cada evento esportivo que os cubanos participam existe um forte esquema de vigilância, não dos organizadores, mas sim, das autoridades cubanas, com medo que seus atletas fujam.
Um sacrifício em prol de não mais do que uma meia dúzia de pessoas que insistem em subjugar à população.
A discussão da existência dos direitos humanos deve começar pelo modelo cubano, algo deve ser feito, nem que seja planejar a entrada de Cuba no século XXI com alguns anos de atraso.
Graças a um personagem que resistiu ao tempo e a modernidade Cuba enfrentou avanços e retrocessos consecutivos.
Numa época em que o planeta vivia um regime bipolarizado, Fidel Alejandro Castro Ruz, sob a escusa de enfrentar um governo simpático às causas norte-americanas, comandou uma revolução que tomou de assalto o poder e consagrou personagens históricos como Ernesto “Che” Guevara e Raul Castro.
O resultado de tal investida foi o rompimento total com os Estados Unidos e um regime ditatorial imposto por Fidel.
Talvez à época houvesse algum sentido esse panorama fechado, mas com a queda da República Socialista e o conseqüente final da guerra fria, Cuba perpetrou sua ditadura contrariando a abertura dos países em favor dos direitos humanos.
Na forma de governo instituída à força por Fidel os cubanos têm duas opções: ou aceitam pacificamente as regras ou sofrem as conseqüências.
E o paradoxo apenas se ampliou no espaço-tempo, porque o que se percebeu em Cuba foi um grande avanço na educação e na medicina ao longo das décadas Castristas, no entanto, e o resto?
Presos e desaparecidos políticos por motivos já enfrentados pelo próprio Brasil sob a influencia do Governo militar, no qual pessoas eram acusadas com argumentos infundados e vez por outra simplesmente “desapareciam”.
O que aconteceu com os governantes brasileiros da ditadura? Foram agraciados com a anistia, ou seja, não podem ser acusados da prática de nenhum crime na época do regime.
Cuba não se modernizou através de Fidel, ao contrário, involuiu sobremaneira, pois, a existência de veículos que datam da década de cinqüenta do século passado, não pode significar que a população tem a mais plena liberdade.
A mão forte de um falso socialismo ceifou Cuba do século XXI, já que é nítida a predominância do retrocesso naquele país. É como se o tempo não tivesse passado, a magia negativa de Castro propiciou um descontinum de Cuba em relação ao espaço-tempo.
O modelo socialista enfrentou seu colapso mais evidente no final do século XX e um dos poucos sobreviventes, a China, já percebeu que para não ser excluído da globalização uma abertura era indispensável.
Em Cuba, em pleno século XXI, é possível visualizar uma falsa saída do poder de Fidel Castro. Após 49 anos de governo ditatorial, Fidel resolve não mais concorrer ao poder supremo.
Inicialmente poderia ser analisado com um avanço à modernidade, ledo engano, afinal, o seu sucessor também fez parte da dinastia e se trata nada mais nada menos do que seu próprio irmão.
Tal fato apenas denota o óbvio: Fidel não deixou o poder porque quis, ou melhor, porque almeja o melhor caminho para Cuba, mas sim por lhe faltar condições físicas para tanto. Sua saúde está completamente debilitada e essa saída premeditada do poder foi a única alternativa encontrada para evitar que um estranho assumisse o governo no caso de seu falecimento.
Interessante, como o poder pode cegar as pessoas, não é mesmo? A sede de governar impede que Fidel permita a milhares de pessoas simplesmente viverem, pois, o regime atual imposto em Cuba nada mais é do que uma condição subumana de existência.
Pela configuração atual, enquanto Fidel estiver com ar nos pulmões as decisões serão suas, seu irmão será apenas uma figura decorativa que irá manter as aparências de uma falsa possível abertura.
De tal sorte, as ilações sobre o acontecerá com Cuba agora que Fidel deixou o poder são apenas conversas de porta de bar em final de tarde, porque, na prática, nada mudou.
Os cubanos ainda terão de amargar o peso da ditadura por mais algum tempo. As conjecturas somente serão válidas quando apenas restar Raul Castro; a sorte da população é que a família Castro envelhece, o mais velho completará 82 anos, ao passo, que Raul já se encontra com 76 anos.
Cuba tem um exílio auto-imposto pela ditadura que trouxe o desmazelo a população: casas em condições de total demolição, prédios sem portas ou janelas. Pessoas que não possuem dinheiro para colocar gasolina em seus já muito velhos carros.
Ademais, é estritamente proibido um contato maior dos habitantes com os turistas, um medo de que a modernidade passe pela fechadura da mediocridade chamada Cuba Socialista.
A conseqüência é a proibição dos nativos comprarem produtos nos mesmos locais dos turistas, de terem uma qualidade de vida razoável e quando questionam o governo e desejam tomar outros rumos são severamente castigados.
Não é a toa que a cada evento esportivo que os cubanos participam existe um forte esquema de vigilância, não dos organizadores, mas sim, das autoridades cubanas, com medo que seus atletas fujam.
Um sacrifício em prol de não mais do que uma meia dúzia de pessoas que insistem em subjugar à população.
A discussão da existência dos direitos humanos deve começar pelo modelo cubano, algo deve ser feito, nem que seja planejar a entrada de Cuba no século XXI com alguns anos de atraso.
Revista Jus Vigilantibus, Quinta-feira, 13 de março de 2008