10 mandamentos para os motoristas
por Marcelo José Araújo
Foi divulgado pela imprensa nacional e internacional que o Vaticano havia elencado os 10 Mandamentos para os Motoristas, o que poderia ser interpretado como a eleição ou elevação ao grau de ‘Pecados’ alguns atos cometidos por motoristas. Tradicionalmente ocorre o contrário, sendo os ‘Pecados’ convertidos ou materializados em leis, geralmente de natureza penal, como matar e roubar, em compensação outros pecados que já foram coibidos pela Lei Penal e Civil, hoje já não encontram essa relevância no campo jurídico mas não deixaram de ser pecados, como é o caso da cobiça à mulher do próximo ou adultério. Vamos aos 10 Mandamentos:
1º - Não Matarás – No trânsito o crime de homicídio é geralmente qualificado como culposo, por negligência, imprudência ou imperícia, mas não intencional, o que nos parece diferente do ‘Não Matarás’ com dolo direto (consciência e vontade), ou mesmo eventual (assumir o risco);
2º - A Estrada seja para Ti um instrumento de ligação entre as pessoas, não de Morte – Tem ligação direta com o primeiro mandamento, e a referência da ‘ o estrada’ poderia ser substituída pela ‘o veículo’.
3º - Cortesia, correção e prudência para ajudarte a superar os imprevistos – Regras básicas de educação, que se aplica em qualquer relação humana (não só no trânsito), mas no trânsito muitas vezes é esquecida. Ser mal-educado não é crime nem infração de trânsito, mas ser considerado pecado...
4º - Ajudar o próximo, principalmente se for vítima de um acidente – A Omissão de socorro já é considerada tanto infração administrativa quanto crime específico no trânsito, além de ser crime de forma genérica;
5º - Que o automóvel não seja lugar de dominação e nem lugar de pecado – Está relacionado a considerar o automóvel uma extensão do corpo impondo aos demais usuários da via a força, potência, inveja, luxúria, vaidade...
6º - Convencer os jovens sem licença a não dirigir – Na verdade não só os jovens, mas qualquer pessoa sem habilitação, por questões penais, civis, administrativas e...agora religiosas...
7º - Dar apoio às famílias que tenham parentes vítimas em acidentes – Essa é uma questão voluntariosa para as pessoas que não tenham tido envolvimento com o acidente que causou, e pode ser judicial àqueles que deram causa;
8º - Reúna-se com a vítima e com o motorista agressor em um momento oportuno para que possa viver a experiência libertadora do perdão – Isso se não houver uma mesa de audiência (civil ou penal) entre as partes;
9º - Proteger o mais vulnerável – O Art. 29 do nosso Código de Trânsito diz que os veículos maiores são responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados, e todos pelo pedestre;
10º - Você é o responsável pelos outros – Envolve direção defensiva, que prega que o erro dos outros não exclui sua responsabilidade em evitar o infortúnio.
1º - Não Matarás – No trânsito o crime de homicídio é geralmente qualificado como culposo, por negligência, imprudência ou imperícia, mas não intencional, o que nos parece diferente do ‘Não Matarás’ com dolo direto (consciência e vontade), ou mesmo eventual (assumir o risco);
2º - A Estrada seja para Ti um instrumento de ligação entre as pessoas, não de Morte – Tem ligação direta com o primeiro mandamento, e a referência da ‘ o estrada’ poderia ser substituída pela ‘o veículo’.
3º - Cortesia, correção e prudência para ajudarte a superar os imprevistos – Regras básicas de educação, que se aplica em qualquer relação humana (não só no trânsito), mas no trânsito muitas vezes é esquecida. Ser mal-educado não é crime nem infração de trânsito, mas ser considerado pecado...
4º - Ajudar o próximo, principalmente se for vítima de um acidente – A Omissão de socorro já é considerada tanto infração administrativa quanto crime específico no trânsito, além de ser crime de forma genérica;
5º - Que o automóvel não seja lugar de dominação e nem lugar de pecado – Está relacionado a considerar o automóvel uma extensão do corpo impondo aos demais usuários da via a força, potência, inveja, luxúria, vaidade...
6º - Convencer os jovens sem licença a não dirigir – Na verdade não só os jovens, mas qualquer pessoa sem habilitação, por questões penais, civis, administrativas e...agora religiosas...
7º - Dar apoio às famílias que tenham parentes vítimas em acidentes – Essa é uma questão voluntariosa para as pessoas que não tenham tido envolvimento com o acidente que causou, e pode ser judicial àqueles que deram causa;
8º - Reúna-se com a vítima e com o motorista agressor em um momento oportuno para que possa viver a experiência libertadora do perdão – Isso se não houver uma mesa de audiência (civil ou penal) entre as partes;
9º - Proteger o mais vulnerável – O Art. 29 do nosso Código de Trânsito diz que os veículos maiores são responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados, e todos pelo pedestre;
10º - Você é o responsável pelos outros – Envolve direção defensiva, que prega que o erro dos outros não exclui sua responsabilidade em evitar o infortúnio.
Revista Jus Vigilantibus, Quinta-feira, 21 de junho de 2007